Relato de parto: Luiza chegou!!

20/03/2018

Oi meus amoressss, tudo bem com vocês? Por aqui lhes fala um coração cheio, enorme, transbordando de muito AMOR. Agora eu consigo realmente entender como conseguimos amar um segundo filho com a mesma intensidade do primeiro. É mágico. É obra de Deus mesmo. A diferença é que existe mais calma e confiança com o segundo, o amor é mais tranquilo parece… eu não sei explicar. É como se a gente se sentisse mais segura e confiante para cuidar daquele serzinho tão pequeno.. mas ao mesmo tempo com as mesmas inseguranças que todas as mães tem. A verdade é que é tudo muito contraditório mesmo rsrs

Luiza, como vocês sabem, veio de surpresa. Aquelas surpresas que não esperamos mas que são tão bem-vindas e tão infinitamente acolhedoras que parecem ter sido planejadas há muito tempo. Assim começou a história da minha segunda filha (e eu até agora nesse minuto ainda fico me perguntando: “quem diria, hein Renata? Mãe de duas meninas!“) É um presente muito grande de Deus… nem em meus melhores sonhos seria assim! Mas vamos voltar um pouco no tempo e falar sobre meu parto.

Minha gestação foi tranquila. Tenho trombofilia mas dessa vez fiz uso do Clexane – as famosas injeções diárias de Heparina, e assim minha Luiza cresceu super bem. Mas mesmo assim, ela quis vir ao mundo apressada como a irmã mais velha. Às 36 semanas e 5 dias, às 05:42 da manhã minha bolsa estourou. Eu estava dormindo quando aconteceu e acordei com a sensação de estar toda molhada, sabem? Daí acordei Diego e disse bem calma: acho que Luiza vai nascer.

Acontece que minha placenta estava baixa durante toda a gestação (e isso nada teve a ver com a trombofilia, simplesmente ela era muito grande e se implantou posteriormente, mas era baixa sem ser prévia), e quando a bolsa se rompeu o líquido saiu junto a – MUITO – sangue. E eu só vi esse sangue todo quando tirei a colcha e o lençol de cima de mim. E foi naquele momento, rodeada por uma mancha vermelha imensa que meu mundo caiu novamente. Eu fiquei tão desesperada que mal consegui falar com minha médica, e Diego o fez por mim. Ela nos mandou ir urgentemente ao hospital e naquele momento a única coisa que fiz foi rezar.

Coloquei um vestido e saí de casa levando apenas uma toalha embaixo das pernas,  deixando um rastro de sangue por onde passava. Eu tremia tanto que não conseguia segurar o celular para avisar aos meus pais. Eu simplesmente não sabia o que estava acontecendo e um medo sem tamanho me invadiu. Um medo que me paralisou e não me deixou mais raciocinar.  E mais uma vez meu esposo foi minha rocha. Ele me abraçou e apoiou incondicionalmente, me passou uma calma enorme e talvez por causa disso eu não tenha desmaiado de nervosismo.

Chegamos no hospital uns 15 minutos depois, e graças a Deus a equipe médica já estava por lá. Só fui parar de tremer um pouco quando minha obstetra escutou os batimentos cardíacos de Luiza e disse que estava tudo bem, mas que teríamos que ir para a sala de cirurgia urgentemente. Ouvir o coraçãozinho dela batendo me deu uma injeção de coragem e ânimo, e ali eu só pedia a Jesus que salvasse minha filha.

E assim, às 06:24 Luiza veio ao mundo. Linda, gordinha, chorona, saudável. Nunca vou poder descrever a gratidão a Deus que senti quando a colocaram perto de mim e ela não mais saiu. Depois de ter minha primeira filha prematura, separada de mim e levada para uma encubadora desde os primeiros minutos de vida, ter Luiza ali encostada no meu peito, tão quentinha, foi a maior emoção que já vivi. Era um sonho. E ali eu desabei em choro. Um choro de alívio, de vitória. Um choro que estava contido desde quando engravidei, pois mesmo tomando a medicação diariamente, sempre restou uma pontinha de medo dentro de mim.

E assim começou a vida de Luiza. Luiza que também se tornou Maria ali, naquela sala de parto com o teto azul, como o manto de Nossa Senhora. Mais uma promessa a minha Mãe do céu, que me ouviu e intercedeu junto a seu Filho por minha filha.

Essa é a história de Luiza Maria e de sua mãe, Renata.

 

  • Deixo aqui meus mais profundo agradecimento à Dra Karina Azevedo, minha obstetra, que estava se internando no hospital para fazer uma cirurgia, mas após a minha ligação decidiu esperar e realizar primeiramente meu parto, para só depois se submeter ao procedimento. É de médicos comprometidos e humanos assim que nosso país precisa.

 

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