Diário de uma mãe de primeira viagem: 5 meses de Letícia Maria

26/09/2016

img_1820

Prometi – e – atrasadamente, estou cumprimdo! Hoje começo a escrever os posts sobre maternidade aqui no blog, compartilhando com vocês minha nova vida de mãe, dicas, dúvidas, ansiedades, enfim. Um novo tema para batermos um papo legal e trocarmos nossas experiências de mãe.

Bom, e primeiramente quero dizer que nem sei por onde começar. De repente faz tão pouco tempo que Letícia nasceu, mas ao mesmo tempo já passamos por tanta coisa juntas que parece que faz uma eternidade. Já sentiram o drama, né? rsrs O negócio é complexo mesmo.

Bom, o fato é que agora minha Letícia Maria já tem 5 meses e posso dizer categoricamente que ela é tãooo boazinha que quase nunca chora, dorme bem, é muitoooo risonha e simpática (principalmente pela manhã hahaha) e eu só agradeço a Deus pelo presente que Ele me deu.

Mas sim, ela teve cólicas e teve um tempo que chorava to-dos os dias às 18:00hs. Nossa, era uma loucura e me dava muuita pena porque eu não tinha muito o que fazer a não ser dar um remedinho milagroso que eu vou falar no post de amanhã, ok?

E sim, agora que os dentinhos nasceram – (vocês acreditam nisso?) Nem eu acreditei rsrs … 5 meses e já tem dois dentinhos!! Ela tem ficado um pouco enjoadinha mesmo, com sono mais leve e acordando mais de 1x à noite. Mas tudo dentro do esperado, né? E ainda bem que não teve nenhuma outra reação que alguns bebês tem, como febre ou diarréia. Teve um pouco de secreção no nariz, mas também já ficou boa. Acho que agora é esperar os dentinhos crescerem mais e ter paciência, né? Todo bebê passa por essa fase.

 

Ah, uma coisa importante que quero falar e quero deixar registrado aqui é toda minha admiração e respeito por aquelas mães que se dedicam integralmente a cuidar dos seus filhos. Gente, essas mulheres são guerreiras demais, merecem uma salva de palmas, porque não é fácil messsmo. Principalmente no começo, é muito difícil. Teve dias em que chorei, dias em que não dormi, dias em que passei o dia inteiro de camisola e sem tomar banho (sim, queridas leitoras, essa é a parte da maternidade que ninguém conta, mas que é a pura verdade).

Mas e eu? Dou conta sozinha? Sinceramente não, tenho a ajuda de uma babá comigo. Porém, é claro que eu já fiquei sozinha com minha filha. Inclusive  logo no segundo dia que estávamos em casa eu e Diego ficamos sozinhos com ela, e nos primeiros fins de semana também. E quer saber? Mãe sempre dá conta, a gente se vira nos 30, tira forças e coragem sei lá de onde, conta com a ajuda do marido, mas enfrenta o medo por causa do seu filho. Mas eu continuo precisando de alguém para me ajudar porque preciso trabalhar, e ainda não quero colocá-la em berçário. (podemos falar sobre o tema depois, o que acham?) Nesses dias em que estamos sozinhos com ela, ela dorme conosco no quarto, naquele cestinho que comprei e mostrei a vocês no snapchat, lembram? Olha a foto dele aqui:

 

captura-de-tela-2016-09-24-as-21-56-06

Nos dias em que a babá está, Letícia dorme no quartinho dela e eu com a babá eletrônica ligada no meu quarto. (Sim, que quero que ela tenha sua independência, seu lugar, seu quartinho. Acho que será importante futuramente. Eu mesma sempre dormi no meu quarto desde bebezinha e por isso não tive aquela fase chatinha que muitos pais dizem enfrentar quando querem “tirar”os filhos do quarto deles).

Agora nossas noites tem sido tranquilas, e eu passei a dormir mesmo tem 2 meses mais ou menos, porque antes eu acordava a cada mexidinha dela, a cada mamada (na mamadeira), a cada suspiro mais forte. Mas ela é tão boazinha que (antes dos dentinhos) ela dorme a noite quase toda , só acorda quando tem fome (inclusive tem vezes que dorme 7horas seguidas acreditam? Nesses dias eu confesso que eu que não durmo direito pois fico me levantando para ver se está tudo bem… haha Mas a pediatra disse que está tudo bem, que é sorte minha que Letícia dorme bem à noite. Então tá, né?) Ah sim, e confesso também: eu acordei muitas vezes para ver se ela estava respirando…  (quem nunca?)kkkkk

Desde que ela nasceu eu aprendi a ser uma outra pessoa – em vários aspectos.  Querem um exemplo, do mais banal ao mais importante? Se antes eu só gostava de dormir no escuro, sem nem a luzinha do ar condicionado ligada, hoje eu durmo com uma babá eletrônica acesa (e no volume alto) a 15cm de mim, com a luz no meu rosto. rsrs

Das grandes mudanças tem aquela de sentir o coração partido quando saio de casa, uma sensação de vazio.. que está faltando algo, sabem? Não sei explicar direito, é como se eu estivesse preocupada sempre. As prioridades também mudam, a forma de ver o mundo… a gente fica mais sensível, mais HUMANA. A gente se conecta com Deus de uma maneira ainda mais inexplicável. Aliás, todo esse amor, e essa relação entre mãe e filho é bem surreal mesmo.. inexplicável… grandiosa demais.

Quanto a conciliar meu trabalho com a vida de mãe? Tem sido tranquilo… eu tenho procurado manter um ritmo em que eu possa trabalhar muito em um só dia por exemplo e no outro compenso ficando com ela. Há poucos dias mesmo fui e voltei para São Paulo no mesmo dia, numa viagem MEGA cansativa, mas fiz questão de estar em casa para dar um beijo de boa noite nela e de estar em casa quando ela acordasse pela manhã. Agora nesse momento ela está dormindo aqui do meu lado e eu escrevendo esse post. E assim vamos levando por enquanto, até ela poder crescer mais um pouco e me acompanhar em alguns trabalhos (sim, eu penso em levá-la para fotografar comigo, dependendo do local. De repente vira uma oportunidade para ela brincar ao ar livre, se divertir um pouco né? Tenho muitos sonhos e planos… rsrs)

Claro que tenho meus momentos difíceis. Um dia desses mesmo fui fotografar chorando, pois me senti culpada de estar deixando ela em casa e saindo para trabalhar… Daí eu liguei para 2 amigas minhas que também são mães e tive uma sessão de terapia com elas…kkkk Agora eu estou achando engraçado, mas no dia eu chorei e sofri muito. Agradeço a minhas friends queridas Nicole e Thaisa que me deram apoio e suporte, pois pude perceber que toda mãe é igual: elas também se sentiam culpadas por terem que trabalhar. Aliás, uma seguidora escreveu uma mensagem um dia desses no meu instagram que ficou marcada para sempre comigo. Ela disse que eu sempre me sentiria culpada, não importaria que idade minha filha tivesse. E isso me fez pensar que nós, mães, estamos sempre nos cobrando demais né? Agora entendo mais a minha própria mãe… e a amo ainda mais. Vocês também são assim? Porque é um amor tão sem limites que chega a doer, né? Eu me pego olhando para ela e rindo sozinha… o mundo para e eu só consigo pensar nela e em coisas boas… impressionante como um serzinho tão pequeno muda a nossa vida! E quando ela sorri olhando para mim, gente do céu.. é uma sensação tão, mas tão boa, que nem sei explicar. A conexão entre mãe e filho é realmente inexplicável, só sentindo para saber. E que bom que agora eu sei.

Beijos, mamãe Rê

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *